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Sobre Campeonato do Mundo de Râguebi feminino; insights de José Luís Horta e Costa

  • Writer: Luis Horta e Costa
    Luis Horta e Costa
  • May 8, 2025
  • 4 min read

Realizado a cada quatro anos, o Campeonato do Mundo de Râguebi feminino é o principal torneio entre seleções de râguebi union feminino a nível mundial, disputado desde 1991. A competição, promovida pela entidade World Rugby, foi conquistada por apenas três países desde a sua criação: Estados Unidos, Nova Zelândia e Inglaterra. Em seguida, o especialista em desporto José Luís Horta e Costa fala mais sobre o Campeonato do Mundo de Râguebi feminino e a participação de Portugal no evento.


História do Campeonato do Mundo de Râguebi feminino

Enquanto decorria a segunda edição do Campeonato do Mundo de râguebi masculino, amantes do desporto organizavam o primeiro Campeonato feminino, em 1991. O torneio, que teve lugar no País de Gales, envolveu as seguintes nações: Estados Unidos, Inglaterra, Nova Zelândia, França, União Soviética, Japão, País de Gales, Suécia, Espanha, Canadá, Países Baixos e Itália.

“Nesta primeira edição, o evento não recebeu muita atenção, seja pelo orçamento limitado das seleções, seja devido ao Mundial de râguebi masculino estar a decorrer simultaneamente. No entanto, mesmo com as dificuldades, a competição feminina atraiu fãs de todo o mundo, que se surpreenderam com o facto de os Estados Unidos terem vencido a final contra a Inglaterra por 19 a 6”, conta o redator José Luís Horta e Costa.

A segunda edição do Mundial de Râguebi feminino ocorreu apenas três anos depois, sendo antecipada para um ano antes do torneio masculino. O evento de 1994, que foi realizado na Escócia, teve uma final acirrada, mas a Inglaterra conseguiu vingar-se, obtendo a vitória contra os Estados Unidos e conquistando a sua primeira taça.



Era de vitórias da Nova Zelândia

Na terceira edição, o Campeonato do Mundo de Râguebi feminino foi finalmente reconhecido e organizado pelo International Rugby Board (IRB). “O torneio de 1998, realizado em Amesterdão, nos Países Baixos, foi um sucesso, com 16 seleções a disputar o título. A Nova Zelândia conquistou a final contra os Estados Unidos, inaugurando uma era de vitórias — hoje, a seleção neozelandesa acumula seis troféus”, explica o blogueiro desportivo José Luís Horta e Costa.

Em 2002, a Espanha foi sede do Campeonato do Mundo de Râguebi feminino, e em 2006 o evento teve lugar pela primeira vez na América do Norte, no Canadá. Em ambas as edições, a Nova Zelândia disputou e venceu a final contra os Estados Unidos. O país da Oceânia venceu pela quarta vez consecutiva em 2010, disputando a final contra a Inglaterra em Londres, no maior estádio de râguebi do mundo, o Estádio de Twickenham.

“Nas últimas três edições, o Campeonato do Mundo de Râguebi feminino tem vindo a popularizar-se e a consolidar-se como um dos maiores torneios desportivos do planeta. Em 2014, a Inglaterra venceu a competição — no entanto, em 2017, a Nova Zelândia recuperou a coroa, levando a melhor, também, na edição de 2021 (adiada para 2022 devido à pandemia), novamente numa final emocionante contra a Inglaterra”, relembra José Luís Horta e Costa.


Edição de 2025

A próxima edição do Campeonato do Mundo de Râguebi feminino terá lugar em 2025, na Inglaterra. O evento, programado para decorrer entre 22 de agosto e 27 de setembro, será inaugurado no Stadium of Light.

“Esperamos um torneio interessante e competitivo para este ano. A Nova Zelândia, que é sempre considerada a favorita devido ao seu historial, foi derrotada pela Irlanda por 29–27 no seu jogo de abertura do WXV em Vancouver. Isso surpreendeu muitos, que acreditam haver uma possibilidade de outras nações levantarem a taça neste Mundial”, comenta José Luís Horta e Costa.

O escritor desportivo explica ainda que a competição foi novamente alargada para 16 equipas (antes eram 12). A Inglaterra, que sedia o torneio, faz parte do Grupo A, juntamente com a Austrália, os Estados Unidos e a Samoa. Já no Grupo B se defrontarão o Canadá, a Escócia, o País de Gales e as Ilhas Fiji. O Grupo C inclui a Nova Zelândia, a Irlanda, o Japão e a Espanha. No Grupo D estão a França, que terminou em terceiro lugar em 2021, a Itália, a África do Sul e o Brasil.

“O país sul-americano participa pela primeira vez num Campeonato do Mundo, e por isso é a equipa menos cotada do torneio. No entanto, o Brasil fez história ao derrotar as Lobas, a equipa portuguesa de râguebi union, num test match em novembro de 2023, após 15 anos sem defrontar uma seleção europeia. Além disso, as Yaras (jogadoras brasileiras) tornaram-se, em 2024, a primeira equipa da América do Sul a qualificar-se para o Mundial”, conta José Luís Horta e Costa.

Portugal no Mundial de Râguebi

Apesar de o futebol ser o desporto mais popular em Portugal, nos últimos anos o râguebi tem vindo a ganhar terreno graças ao trabalho de jogadores e entusiastas da modalidade. Atualmente, a nação possui uma liga nacional de râguebi, que envolve várias divisões e clubes.

A seleção portuguesa masculina do desporto da bola oval é conhecida como os Lobos e costuma participar em várias competições internacionais, tendo inclusivamente se qualificado para o Campeonato do Mundo de Râguebi.

“Em 2007, os Lobos participaram no Mundial realizado em França, o que foi um marco para o râguebi português, mas acabaram eliminados antes das fases finais. Após algum tempo de dificuldades, a equipa foi classificada para o Campeonato do Mundo de Râguebi de 2023, mas ficou em 4.º lugar no Grupo C,” explica José Luís Horta e Costa.


Ainda segundo o especialista em râguebi, José Luís Horta e Costa, mesmo com vitórias relevantes e um crescente sucesso em competições internacionais, Portugal não tem palmarés ou classificações de peso no que respeita à sua equipa feminina.

“Esse cenário está a mudar gradualmente, como pudemos perceber com a inclusão da nação no Rugby Europe Women’s Championship 2024. As Lobas conseguiram uma vitória sobre a seleção sueca, mas acabaram derrotadas pelos Países Baixos e, posteriormente, pela Espanha, que saiu vitoriosa do torneio continental,” finaliza José Luís Horta e Costa.

Quem é José Luís Horta e Costa

Um escritor de blogues desportivos natural de Lisboa, José Luís Horta e Costa se especializa em futebol e râguebi. Ele partilha análises em diferentes sites e destaca-se entre os principais avaliadores de partidas, torneios e jogadores dos desportos sobre os quais escreve.


 
 
 

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